Economia Criativa

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ECONOMIA CRIATIVA E CIDADES CRIATIVAS – ENTREVISTAS COM ANA CARLA FONSECA REIS

Quer entender o significado de economia criativa e cidades criativas e a forma como essas duas abordagens podem contribuir para o desenvolvimento cultural, social e econômico de cada cidade e polo cultural?

Assista a lista de reprodução que selecionamos com entrevistas realizadas com Ana Carla Fonseca Reis, economista, mestre em Administração e Doutora em Urbanismo (tese pioneira em cidades criativas) pela USP; Administradora Pública pela FGV/SP, com MBA pela Fundação Dom Cabral. Liderou projetos globais em marketing e inovação para empresas multinacionais, com base na América Latina, em Milão e Londres. Autora e editora de vários livros referenciais, dentre os quais Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável (Prêmio Jabuti 2007 em economia, administração e negócios), Economia Criativa como Estratégia de Desenvolvimento (2008) e Cidades Criativas, Soluções Inventivas – o Papel da Copa, das Olimpíadas e dos Museus Internacionais (2010). Consultora e palestrante internacional em 22 países e cinco línguas, é assessora especial para a ONU, professora convidada de MBA da FGV/SP, curadora de congressos internacionais, membro da Associação Internacional de Economia da Cultura e da Associação Internacional de Desenvolvimento Urbano. É Sócia-Diretora da Garimpo de Soluções – economia, cultura & desenvolvimento, empresa de consultoria em economia criativa e cidades criativas (www.garimpodesolucoes.com.br).

CRIATICIDADES – CIDADES CRIATIVAS DO BRASIL

O Criaticidades nasceu com a missão de investigar como a Economia Criativa pode contribuir para o desenvolvimento sócio-econômico das cidades brasileiras.  Uma ideia original desenvolvida pela  Garimpo de Soluções, empresa liderada pela economista Ana Carla Fonseca Reis, e a Umana Comunicação Inteligente, comandada pelo jornalista Ricardo Mucci.

Criaticidades

A iniciativa foi composta, inicialmente, por cinco programas e um site (www.criaticidades.com.br) que apresentam a história e o conceito da Economia Criativa baseados em cases e entrevistas com especialistas brasileiros e estrangeiros. O material traz exemplos práticos e bem sucedidos de municípios que conseguiram bons resultados em buscar novas alternativas de desenvolvimento econômico, como Paulínia em São Paulo, e Paraty, no Rio de Janeiro.

Os cinco programas da série são documentais, produzidos em alta definição e compostos por  entrevistas e imagens de arquivo, com duração média de 25 minutos, divididos em três blocos, utilizando os temas que você vê abaixo:

  • Economia Criativa
  • Cidade Criativa
  • Setores Criativos
  • Empreendedorismo
  • Paraty e Paulínia

O primeiro documentário da série apresenta o que é a economia criativa, seu surgimento e como tornou-se uma política de governo na Inglaterra até a realidade no Brasil.

O segundo documentário aponta quais são questões a serem debatidas para buscar caminhos de sustentabilidade e de criatividade nas cidades.

O terceiro documentário indica como setores de destaque da economia nacional já se apropriaram criativamente da valorização dos produtos artesanais, sustentáveis e tipicamente brasileiros, como a moda e o design.

No quarto documentário são apresentadas experiências bem-sucedidas em diferentes áreas relacionadas à economia criativa, tanto no Brasil como no exterior, com foco no empreendedor criativo.

O quinto documentário apresenta como as cidades de Paraty, no Rio de Janeiro, e Paulínia, em São Paulo, tornaram-se exemplos de desenvolvimento, inovação, conexão, cultura e de parceria entre o público e o privado.

Assista também o evento de lançamento do projeto que promoveu um debate com Caio Carvalho (Enter Entertainment Experience), Fernando Martins (Santander), Graça Cabral (SPFW) e Mauro Munhoz (Casa Azul), com mediação de Ana Carla Fonseca Reis.

CULTURA E TRANSFORMAÇÃO URBANA

O Seminário Internacional Cultura e Transformação Urbana levou ao SESC Belenzinho, nos dias 22 e 23 de novembro de 2011, a discussão sobre o reflexo que atividades e aparelhos culturais podem causar na sociedade. O seminário promoveu debates sobre as relações entre projetos culturais emblemáticos e as transformações sociais, econômicas e urbanas ocorridas em cidades, abordando temas como as redes de equipamentos culturais, os novos usos do patrimônio e os diálogos com o entorno, os ícones culturais de transformação urbana e os festivais Internacionais com essência local.

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REVELANDO O INVISÍVEL

A partir dos anos 1980, várias cidades vêm investindo em projetos culturais de envergadura. Catapultadas por uma confluência de fatores – fragmentação das cadeias de produção, maior mobilidade turística, busca de ressignificação  de espaços e dinâmicas, valorização da cultura como setor econômico e de formação  de ambientes criativos -, quatro têm sido as estratégias adotadas:

  • Rede de Equipamentos Culturais
  • Novos usos do Patrimônio e Diálogos com o Entorno
  • Ícones Culturais de Transformação Urbana
  • Festivais Internacionais com Essência Local

A primeira se dá pela formação de uma rede de equipamentos, convertendo-se em espaços de encontro, apropriação e participação. Dispostos estrategicamente no espaço urbano, unem centralidades e estimulam a circulação da população por bairros anteriormente alheios ao seu imaginário. Representando esta linha, discutiu-se os fascinantes casos do SESC São Paulo e das Bibliotecas de Medellín.

Com Danilo Santos Miranda (São Paulo / Brasil), Diretor Regional do SESC SP. Especialista em ação cultural. Formado em Filosofia e Ciências Sociais, realizou estudos complementares de especialização na Pontifícia Universidade Católica e na Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e na IMEDE – Management Development Institute, de Lausanne, Suiça. Foi Presidente do Cômite Diretor do Fórum Cultural Mundial em 2004 e Presidente do Comissariado Brasileiro do Ano da França no Brasil em 2009.

Com Jorge Melguizo (Medellín / Colômbia), criador do BibloRed: Livraria Parque. Comunicador Social e Jornalista. Atualmente é diretor da Cátedra Medellín-Barcelona (Fundação Kreanta, Barcelona); colaborador da Plataforma Puente e da rede Latinoamericana de Arte para a Transformação Social; além de conferencista e consultor internacional em vários campos – em especial de cultura, educação para cidadania, desenvolvimento social, gestão pública e política, e comunicação educativa. De 2004 a 2010 fez parte da prefeitura de Medellín como Gerente do Centro, Secretário de Cultura e Secretário de Desenvolvimento Social; durante a gestão de Sergio Fajardo e Alonso Salazar.

Mediado por Carlos Augusto Calil (São Paulo / Brasil) representante da Secretaria Municipal de Cultura. È cineasta, crítico e ensaísta, professor do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicação e Artes da USP. Ocupou cargos públicos muito cedo. Foi assessor de Sábato Magaldi na Secretaria de Cultura de 1975 a 1979, diretor da Embrafilme de 1979 a 1986, organizou a Cinemateca em 1987 junto com Paulo emílio Salles Gomes e, em 2005, assumiu a Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de São Paulo.

A segunda ocorre pela atribuição de novas funções a edifícios patrimoniais ora desvinculados do tecido socioeconômico urbano, não raro de herança industrial ou de prestação de serviços transferidos a outras regiões. Ilustram essa categoria a Tate Modern, em Londres e Le Lieu Unique, em Nantes.

Com Donald Hyslop (Londres / Reino Unido), Diretor de Parcerias e Ralações com a Comunidade do Escritório Tate Modern Gallery. Donald trabalhou por mais de vinte anos no setor da cultura no Reino Unido. Atua no desenvolvimento de modelos culturais, nas relações e desenvolvimento econômico das cidades e das comunidades. Conselheiro no desenvolvimento de política cultural e conexões com a melhoria das áreas de arquitetura, planejamento e ambiente urbano. É o autor do livro de história social, Titanic Voices e da publicação Here to Stay.

Com Olivier Caro (Nantes / França), Chefe de Projetos da Secretaria de Cultura Île de Nantes. É chefe de Projetos da Secretaria de Cultura da SAMOA (Societé d’Aménagement de la Métropole Ouest Atlantique), responsável pela implementação do projeto Île de Nantes na França. O Île de Nantes funciona como uma alternativa à expansão urbana e seu objetivo principal é construir uma cidade contemporânea na ilha, respeitando sua paisagem original, herança portuária e industrial, através de ações que contribuam para o desenvolvimento econômico, reconectem a cidade com a natureza local e requalifiquem o espaço público.

Mediado por Antonio Carlos Sartini (São Paulo / Brasil), Diretor do Museu da Língua Portuguesa. Antonio Carlos de Moraes Sartini é formado em Direito  pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e diretor do Museu da Língua Portuguesa desde a sua inauguração , em março de 2006. De 1996 a 2002 foi diretor técnico do Departamento de Formação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, coordenou a implantação das ações culturais da Estação Especial da Lapa. Entre 2003 e 2005 foi diretor técnico do Departamento de Atividades Regionais da Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, e entre 2005 e 2006 ocupou o cargo de diretor técnico do Departamento de Expansão Cultural da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo.

A terceira envolve a construção de edifícios arrojados, como o Museu Guggenheim, em Bilbao, e a TOHU, em Montreal. Se a proposta constrói sobre a identidade do passado, busca lançar pontes para o futuro. Localizados em áreas degradadas da cidade ou ainda indicando-lhe um eixo de desenvolvimento desejável, são ícones de coroação de processos mais profundos de transformação urbana.

Com Roberto Gomez De La Iglesia (Bilbao / Espanha). Consultor e diretor do c2+i. Economista e Gestor Cultural, possui formação também em marketing e comunicação. Atualmente dirige o c2+i (www.c2masi.com), empresa especializada em consultoria ns campos da cultura, comunicação e inovação; além da Conexiones Improbables, que promove o encontro entre artes e pensamento paar a transformação de organizações sob a ótica da responsabilidade social e da inovação (www.conexionesimprobables.com). Integra também os projetos europeus Creative Clash (www.creativeclash.squarespace.org) e Training Artist for Innovation.

Com Stéphane Lavoie (Montreal / Canadá), Diretor Geral da TOHU. Foi Diretor de Comunicação, Marketing e Finanças do teatro l’ESPACE GO. Em 2002 foi Diretor de Comunicação e Marketing da TOHU e, em 2008, assumiu a Direção Geral da instituição. Criada em 2004, a TOHU é um dos principais centros do mundo  das artes circenses, incluindo treinamento, criação, produção e infra-estrutura de referência internacional. A missão da TOHU é transformar Montreal na capital internacional das artes circenses, promovendo a criatividade, talento e empreendedorismo do universo circense local, ao mesmo tempo em que participa da regeneração do complexo ambiental de Saint -Michel e da revitalização de toda região. Seus fundadores são a École Nationale de Cirque, o En Piste e o Cirque du Soleil.

Mediado por Jorge Willheim (São Paulo / Brasil).Arquiteto e urbanista. Um dos renovadores da urbanística no país. Foi responsável por mais de vinte planos e projetos urbanísticos. À frente de seu escritório de projetos e consultorias. produziu, a partir de 1953, amplo leque de trabalhos, de edifícios residências a públicos; como a sede social do Clube Hebraica (1961), o Parque Anhembi (1967/1973), e diversas escolas profissionais para o SENAC. Foi Presidente da Fundação Bienal (1986-1988), Secretário de Planejamento e Urbanismo do Município de São Paulo (2001-2004), integra os Conselhos do Museu Lasar Segall, Instituto de Arte Contemporânea, Fundação José e Paulina Nemirowsky, Museu da Tolerância de São Paulo.

Por fim, há o caso especial dos festivais, variando de um extremo no qual a cidade é colocada aos pés do turista, a outro no qual a essência local surge da comunidade. É pensando neste que debruçou-se sobre os Festivais de Edimburgo e a Festa Literária Internacional de Paraty.

Com Faith Liddell (Edimburgo / Escócia), Diretora do Edimburgh Festivals. É diretora, produtora e gerente de projetos. Nos últimos quinze anos teve funções estratégicas e criativas nas áreas de teatro, literatura, música, cinema e artes visuais. Se especializou predominantemente na criação e desenvolvimento de festivais e programações focadas nos mesmos. Desde 2007 é diretora do Festivals Edimburgh. Como freelancer, foi gerente de projetos no National Short Story Campaign and Prize e produtora para o National Theatre of Scotland.  Também foi diretora do DCA, o núcleo mais importante de artes e filmes do país, gerente de projetos para o Scottish Playwrughts’Studio  Development Project, diretora do Edimburgh International Book Festival e gerente de Marketing para o Edimburgh Festival Fringe. É também professora na universidade Edimburgh Napier

Com Josephine Borgois (Paraty / Brasila), Diretora de Operações da FLIP – Festival Literário Internacional de Paraty. Formada em letras pela École Normale Supérieure (Paris) e em Ciências Sociais pela New York University (NYU), trabalha no Flip desde 2008.

Mediado por Caio Luiz de Carvalho (São Paulo / Brasil), Presidente da SP Turis. Doutor em Ciências da Comunicação pela ECA/USP é advogado com especialização em Ciências Políticas e em Direito Administrativo. É presidente da São Paulo Turismo S/A, órgão de promoção turística e eventos da cidade de São Paulo. Fundador e atual presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro das Economias Criativas, voltado para o desenvolvimento institucional e dimensionamento econômico e social das economias criativas no Brasil. Comandou, de 1992 a 2002, a estratégia do turismo no país como Secretário Nacional de Turismo e Serviços, Presidente da Embratur e Ministro do Esporte e Turismo. Presidiu o Conselho Executivo da Organização Mundial do Turismo (OMT), ligada à ONU.  É professor da FGV e membro do Comitê Consultivo da Universidade Anhembi Morumbi.

Torna-se inelutável reconhecer que inciativas culturais não sustentam in solo um processo de transformação urbana. É a analisar os fatores que favorecem ou aniquilam o sucesso dessas ambições  – do diálogo como entorno à construção de parcerias, da governança compartilhada a modelos alternativos de financiamento – que se dedicou este seminário que nos convida a se enveredar por processos que impulsionam, como molas invisíveis, projetos emblemáticos – a contextualização e as sutilezas das áreas em que se inserem; os impactos sociais, econômicos e culturais; a tentativa de inserção do projeto em uma estratégia de dinamização de tecidos urbanos esgarçados.

O tema é particularmente relevante no Brasil, tendo em vista a profusão de projetos culturais em desenvolvimento.

ECONOMIA CRIATIVA PARA O DESENVOLVIMENTO – ENTREVISTAS COM LALA DEHEINZELIN

Quer entender um pouco mais sobre processo colaborativo, sociedade em rede e os conceitos de Economia Criativa como estratégia de desenvolvimento para um futuro sustentável?

Assista a lista de reprodução que selecionamos com entrevistas realizadas com Lala Deheinzelin, uma das pioneiras em Economia Criativa no Brasil e reconhecida mundialmente por desenvolver modelo próprio baseado no cruzamento de Economia Criativa, Sustentabilidade e Futuros.

 

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Agenciamento Artístico, Produção de Shows e Gestão de Projetos Culturais

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