Filarmônica de Pasárgada

Egressa do curso de música da Universidade de São Paulo (USP), a FILARMÔNICA DE PASÁRGADA é formada por Marcelo Segreto (composição, arranjo, voz, violão e guitarra), Paula Mirhan (voz), Fernando Henna (piano e acordeon), Renata Garcia (clarinete), Ivan Ferreira (fagote), Migue Antar (contrabaixo), Leandro Lui (bateria e percussão) e André Teles (laptop, live-electronics). Em sua proposta o grupo traz elementos do erudito, como sugere o nome. Mas é no popular que finca suas raízes. E se inspira no tropicalismo e na vanguarda paulista.

ALGORRITMOS, terceiro disco da banda paulistana, é um projeto de grande força e originalidade, totalmente dedicado ao tema da internet e da relação do homem com o computador, discutindo em canções a tecnologia na atualidade e as relações humanas no mundo online.

Filarmônica de Pasárgada - Algorritmos ©Ines Bonduki (1)

Cada uma das músicas se baseia em um algoritmo ou processo computacional. As canções imitam os formatos interativos encontrados na web: o chat, as redes sociais, o post e comentários, os sites de busca, o software colaborativo wiki, o vírus de computador, o algoritmo randômico, o hipertexto da rede www, entre outros. Em “144 caracteres“, por exemplo, inspirada no Twitter, a letra da canção é interrompida pela falta de caracteres disponíveis.

As letras não se limitam a meramente citar expressões ou palavras “internéticas”. Ao contrário, a originalidade deste trabalho está no fato de reproduzir a própria experiência da internet na forma das canções, como na inspirada no Whatsapp, “Fernando Henna está Online“, terceiro videoclipe da banda dirigido por Tiago Ricarte.

“Algorritmos” pelo Guilherme Arantes

“Ouvir o novo da Filarmônica de Pasárgada está sendo puro deleite pra mim, e a palavra é INSPIRAÇÃO, palavra infinitamente mais preciosa do que outros méritos (e que, no caso, nunca faltaram). É que esta “condimentação” depende do humor dos deuses, e neste momento, eles estavam visivelmente de plantão… Nesse disco, Segreto e sua trupe mantêm o tônus surpreendente da primeira obra, o tom desafiador do segundo disco, e volta, para o terceiro round, hiper vitaminado – na sua mistura de dodecafonias e atonalismos, na mescla com o rap-hiphop-crítico-baião-forró-tango, retoma sua saga com uma incrível coerência poética, mas pra mim a grande jogada aqui é o lirismo na melhor tradição brasileira, a tão propalada ‘linha evolutiva’ que às vezes parece perdida: simplesmente genial.  E lindo. Sagaz, com tudo na medida certa. Disco forte, este ‘Algorritmos’ está MUITO  bem bolado, bem feito, vai balançar o coreto.” (Guilherme Arantes)

Filarmônica de Pasárgada - Algorritmos ©Ines Bonduki (3)

“Algorritmos” pelo Tom Zé

“A senhora internet, que é a comissão de frente do grande desfile cibernético, encontra neste comédia-disco-comédia o primeiro palhaço que transforma em brinquedo de picadeiro todos os terrores daquela grande dama. A técnica do autor é sempre permeada de uma falsa inocência. Algumas pistas para um espírito curioso: 1-  Deslocamentos espaciais embutidos na mesma canção que de repente está em outro tempo e lugar. 2- Um trecho melódico, simples no seu início, de repente se apresenta como algo que foi submetido a uma viagem por dentro de um buraco negro e sofre uma metamorfose. (Tom Zé)

Algorritmos apresenta uma grande variedade de gêneros musicais como marchinha de Carnaval, funk carioca e xote, mas o destaque do projeto é seu tema: a internet.

Para o show o roteiro também foi detalhadamente pensado. Ao inserir canções de outros álbuns, a Filarmônica fez questão de situá-las de acordo com a ligação com a internet. É o caso de “Quem Procura”, do álbum O Hábito da Força, que possui diversas colagens em sua composição e, por isso, no repertório foi colocada próximo à “Ctrl C Ctrl V”.

Ou então “Mil Amigos”, do Rádio Lixão, que quando associada à ideia da popularização das redes sociais pode resultar em uma reflexão sobre a web.

Ao vivo, os fãs também podem sempre esperar músicas que fazem parte da trajetória da banda, como “O Seu Tipo” e “Fiu Fiu”.

Em 2012, prenunciando seu álbum de estreia, a Filarmônica de Pasárgada lançou o seu primeiro vídeoclipe, “O Seu Tipo“, com roteiro e direção do cineasta Thiago Ricarte.

Já em 2013 a Filarmônica lançou o seu primeiro disco, “O HÁBITO DA FORÇA“, que colocou o grupo entre as principais bandas da música independente paulistana. Gravado e produzido pelo selo Coaxo do Sapo de Guilherme Arantes, o álbum contou com participações especiais de Luiz Tatit, Ná Ozzetti, Cerqueira, Kassin e Lurdez da Luz e com a produção musical de Alê Siqueira, responsável por trabalhos com artistas consagrados, como Maria Bethânia, Elza Soares e Tom Zé. O projeto gráfico foi assinado pelo renomado artista plástico Guto Lacaz.

Ainda em 2013 a Filarmônica participou da gravação do EP “TRIBUNAL DO FEICEBUQUI, extended play (EP) de Tom Zé, lançado em compacto dupl. As quatro canções foram compostas, arranjadas e executadas pelas bandas O Terno, Trupe Chá de Boldo, Filarmônica de Pasárgada e com os músicos Tatá Aeroplano e Emicida. O desenho da capa é assinado por Mallu Magalhães.

Em 2014, apresentando seu segundo álbum, “RÁDIO LIXÃO“, a Filarmônica lançou o videoclipe de “Fiu Fiu” com participação do cartunista Laerte e de Tom Zé, também dirigido por Thiago Ricarte.

O disco leva esse título porque a faixa final é uma compilação de trechos de todas as outras músicas – característica também encontrada no material gráfico do CD, em que álbuns clássicos da música brasileira são triturados e reciclados em um mosaico.

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Em suas canções se encontram misturados os mais variados gêneros, desde a música eletrônica até o funk carioca, passando pelo axé e por composições românticas. Com bases sólidas e arranjos elaborados, as músicas falam de temas como finitude, amor e tempo.

E também em 2014, a Filarmônica de Pasárgada foi convidada a participar do novo álbum de Tom Zé, o CD “VIRA LATA NA VIA LÁCTEA“. Disse Tom Zé: “Marcelo Segreto e sua Filarmônica de Pasárgada, Tim Bernardes (O Terno) e a Trupe Chá de Boldo, ao lado de Tatá Aeroplano e Gustavo Galo, trouxeram para o disco a Geração Y, esta já no ensaio geral do que Santaella chama de pós-humano”.

Surgida em 2008, idealizada e formada por Marcelo Segreto reunindo alunos do curso de música da ECA-USP, a busca da banda por uma composição mais viva é também fruto dos debates promovidos no ambiente acadêmico. Segundo Marcelo, foi nas aulas de Walter Garcia, professor de música popular da USP, que surgiu a necessidade de buscar formas não convencionais de tratar a letra e os arranjos. “Quem me despertou para isso foi o Walter Garcia. Achei que minhas músicas até então não tinham esse embate com a realidade. Surgiu a necessidade de explorar coisas que estão vivas. Explorar um jeito de falar que não esteja morto. Explorar formas da linguagem, fazer com que a letra trabalhe com a língua. Para língua. Para o arranjo, tento explorar timbres, coisas diferentes”.

Formado em letras e bacharel em música, Segreto diz que um dos desafios do grupo é fazer com que letra e arranjos não soem banais, convencionais. “O legal é sair do chavões. Se for para falar de amor, nós falamos; mas, se cair no banal, a mensagem perde a força. Então, tanto nos arranjos quanto nas letras, buscamos uma forma diferente de passar a mensagem.”

Em sua trajetória a banda também marcou presença com participações em festejados programas de música como o “Showlivre” e o “Cultura Livre“, exibidos pela TV Cultura e o “Experimente“, exibido pelo Multishow, dentre outros.

A Filarmônica segue em turnê, já tendo passado por renomados espaços culturais como “Auditório Ibirapuera Oscar Niemeyer”, “Sala Itaú Cultural” e “Museu de Arte Contemporânea”, em São Paulo, além de se apresentar em reconhecidas casas de música da cidade como “Casa de Francisca”, “Jazz nos Fundos” e “Bona Casa de Música” e em diversas unidades da rede SESC pelo Estado.  A banda foi selecionada para se apresentar em importantes séries musicais como o “Quintas no BNDES”, no Rio de Janeiro, e o “Quartas Musicais” do SESI paulista, e também foi convidada para participar de grandes festivais como o “Festival de Artes de Goiás” e o “Festival Forró da Lua Cheia”.

A banda também já foi premiada em importantes festivais de música do país: Programa Nascente da USP, I Festival da Canção da UNICAMP, Festival Nacional da Canção (FENAC-MG), WebFestValda (RJ), Festival Botucanto, FAMPOP, Festival de MPB do Conservatório de Tatuí e Festival de Música da Ilha Grande-RJ, dentre outros.

Compositor e arranjador do grupo, Marcelo Segreto explica que a referência a Manuel Bandeira (autor do poema “Vou-me Embora pra Pasárgada”, que inspirou o nome da banda) se dá na forma simples de falar do cotidiano.

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